Minha melhor versão

Essa semana estive muito reflexiva a respeito do meu passado. Pensando nas coisas que fiz e deixei de fazer, nas minhas escolhas, em quem eu era, enfim. Às vezes a gente olha pra trás e ainda sente o peso da carga que nem existe mais, não é? 
Fiquei realmente mal com tudo isso. Conversei com alguns amigos, fiquei sozinha por um tempo pra repensar a vida, busquei orientação e, por fim, cheguei a uma conclusão. 

O que, de fato, determina se sou ou não a pessoa que já fui não são as coisas que eu fiz no passado, mas as que faço no presente. São essas pequenas e grandes escolhas diárias que tenho e, também, o que eu faço a respeito das mesmas. 
Meu passado já foi e não volta. Eu não decidi ser uma pessoa diferente da noite para o dia, pelo contrário. 
Eu decido todos os dias ser alguém diferente daquele que eu já fui. 

E aí você me diz: "Mas você também é aquela pessoa". Essa frase me magoou bastante, mas não dói mais. Porque, em realidade, ela não é correta, é uma mentira distorcida para parecer uma verdade. Eu carrego, sim, as cicatrizes, o aprendizado, as lembranças e, até mesmo, algumas dores. 
Contudo, são apenas registros de uma estrada que me ajudou a construir a pessoa que eu sou hoje.

Tomando consciência disso, pude finalizar da melhor maneira possível. Um grande amigo chegou e disse: 

"De todas as Isabelles que você já foi, eu gosto mais dessa". 

Concordo plenamente, David. E agradeço por cada uma que esteve pelo caminho e me ajudou a colocar tijolo por tijolo na que eu sou hoje. Elas não são mais quem eu sou, mas fazem parte do álbum de memórias registrado na minha vida. 

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